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INOVAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL RESULTA EM EDIFICAÇÕES MAIS SUSTENTÁVEIS

Seis empresas catarinenses apresentaram práticas do setor durante o segundo Seminário de Inovação e Tecnologia na Construção Civil promovido pela FIESC.

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Confira a cobertura fotográfica completa no Flickr da FIESC.

 

Florianópolis, 17.11.2016  Edificações mais sustentáveis, com redução de custos e otimização do tempo, estão entre os principais ganhos com inovação na construção civil. O tema foi abordado nesta quinta-feira (17) no segundo Seminário de Inovação e Tecnologia na Construção Civil. O evento foi realizado pela FIESC, em Florianópolis, por meio da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção. Seis indústrias catarinenses relataram práticas desenvolvidas para elevar a eficiência dos seus produtos.

 

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, destacou que Santa Catarina ocupa a quinta posição no País em número de estabelecimentos na construção civil e reponde por 6% da produção de riquezas do Estado. “Nosso entendimento é que pela expressividade do setor deveríamos avançar no país em termos de políticas públicas mais claras para estimular a atividade, cuja redução em períodos de crise é fortemente sentida pela baixa atividade do setor e também pela redução do nível de emprego, que está acontecendo, inclusive, em Santa Catarina. O segmento vem sentindo muito os efeitos dessa crise”, destaca Côrte. “Acompanhamos o setor e sabemos que ele está empenhado na melhoria da qualificação e da produtividade e na busca de inovação por meio de novas tecnologias. O setor acompanha, sobretudo, em Santa Catarina, muito de perto o que está acontecendo no mundo, alinhado às tendências mundiais em automação de processos, novos materiais e sustentabilidade”, completa.

 

“Esse seminário chega num momento muito oportuno. É a prova de que não há crise mau tempo ou tempestade que tire o foco das pessoas que nasceram com um diferencial e que dedicam suas vidas a transformar a realidade seja através da geração de empregos em suas empresas ou criando algum sistema que revolucione a cadeia produtiva”, afirmou João Formento, presidente da Câmara. Ele destacou a atuação da Câmara para aumentar a representatividade em fóruns de discussão do setor nos ambientes estadual e federal, e citou como exemplos a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, a ABNT e o Ministério das Cidades. “A Câmara tem estado presente em todos os setores que afetam diretamente a construção civil. Esse avanço no campo institucional auxilia o setor no aumento da capacidade de gestão e para melhorar os processos de tomada de decisão”, afirmou.

 

A Termotécnica, de Joinville, apresentou o sistema construtivo monoforte, que utiliza painéis produzidos em poliestireno expandido (EPS) e malha de aço - que substituem a alvenaria convencional. O sistema otimiza o processo construtivo ao reduzir em até 20% o valor do m² construído em relação à alvenaria convencional, a partir de benefícios como a agilidade em cerca de 40% no tempo de execução. Cinco mil toneladas de EPS são recicladas por ano pela empresa. Entre os diferenciais do sistema estão a baixa produção de resíduos, que pode ser 95% menor do que na alvenaria convencional, e obra mais limpa. Pedro Scatena, falou sobre o projeto. Saiba mais sobre o projeto em www.sistemamonoforte.com.br

 

Criada em Lages, pela Ekomposit, a madeira 'engenheirada’ a partir de lâminas e compósitos tem o objetivo de maximizar o desempenho da matéria-prima, reduzindo pontos negativos e potencializando os benefícios. Empenamento, torção, rachadura, cupim são alguns dos problemas eliminados com o beneficiamento do pinus nesse processo criado pela Ekomposit. “Além de solucionar problemas comuns às madeiras, é uma alternativa às madeiras da Amazônia, que enfrentam uma série de restrições para uso”, relata Sergio Martini, diretor-presidente da empresa. Ele destaca ainda que a madeira engenheirada é uma opção à carência de alternativas enfrentadas pelo setor.

 

Conheça outras iniciativas do setor:

 

Tecnofibras – O coordenador de engenharia da Tecnofibras, de Joinville, Ariosvaldo Vieira, apresentou o sistema SMC (Sheet Molding Compoud) para produção de portas, caixilhos e decks. O projeto prevê a moldagem por compressão a quente com liberdade para design das peças e garantia de resistência contínua. Entre os principais benefícios estão o menor custo, mais leveza e resistência mecânica, não é corrosivo, maior flexibilidade, suporta pintura em alta temperatura e tem estabilidade dimensional. Diferente das portas tradicionais, as produzidas por meio do sistema SMC podem ser utilizadas em ambientes externos.

 

Ciser – A Ciser, de Joinville, apresentou solução de revestimento nanocerâmico para atender normas técnicas do setor em relação à resistência à corrosão de dispositivos de fixação. São partículas com tamanho inferior a um bilionésimo de metro chamadas de top coats e selantes, aplicadas sobre as peças metálicas após o processo de galvanização. Entre as vantagens do tratamento aplicado às peças estão a tecnologia compatível com processos posteriores, custos competitivos e a estabilidade térmica.

 

Sandritec Tecnologia - A Sandritec Tecnologia, de Rio do Sul, apresentou o Sistema Pulsar, que consiste em soluções para otimização de combustíveis, rotor eólico para geração de energia e aquecimento de água para residências. O projeto eólico atende normativas da ANEEL e se adapta às edificações. O rotor eólico possui máquinas com capacidade para gerar de 4 a 10 KMh, os equipamentos são silenciosos, discretos e ocupam um espaço 75% menor se comparado com a geração solar, utilizando de 50% a 100% da capacidade instalada. Além disso, reduz em até 90% a fatura de energia dos consumidores finais. Já no aquecedor indutivo, o aquecimento se dá por passagem ou boiler, e se mostra 70% mais econômico se comparado ao sistema por resistência e 40% se comparado ao sistema a gás. Ele pode ser integrado a sistemas eólicos ou fotovoltaicos.

 

Vitaciclo S/A - A reciclagem de resíduos da construção civil é o foco da prática apresentada pela Vitaciclo, de Gaspar. As catástrofes de 2008 geraram resíduos e instigaram a criação da empresa que, em 2009, deu destino a quase 80 mil metros cúbicos de resíduos sólidos da construção civil. Segundo estudos da empresa, até 87% dos resíduos sólidos reciclados voltam para a cadeia produtiva do setor. A empresa já investiu R$ 5,2 milhões em máquinas e equipamentos, edificações e aquisição de terrenos. Aproximadamente 20 mil metros cúbicos de resíduos são processados mensalmente pela empresa.

 

Ainda no encontro, o Instituto SENAI de Tecnologia em Materiais abordou a avaliação e desenvolvimento de novos materiais para a cadeia produtiva da construção civil. O SESI apresentou soluções em segurança e saúde no trabalho voltadas para o setor, entre elas, o sistema de guarda-corpo desenvolvido pela entidade. Saiba mais sobre o projeto.

 

Assessoria de Imprensa da FIESC
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